terça-feira, 7 de julho de 2026

Meu corpo anda mais solto

Mais alinhado à minha vontade

Se desprende aos poucos

Dos anos adormecido, domesticado


Aos poucos sinto meu lado esquerdo,

meus dedos, 

que reaprendem a andar


Aos poucos revejo a minha fonte

Embora ainda turva

E quem sabe perdida,


Como um elo longiquo

Aos poucos revejo o meu sonho

Que reaprende a andar