Meu corpo anda mais solto
Mais alinhado à minha vontade
Se desprende aos poucos
Dos anos adormecido, domesticado
Aos poucos sinto meu lado esquerdo,
meus dedos,
que reaprendem a andar
Aos poucos revejo a minha fonte
Embora ainda turva
E quem sabe perdida,
Como um elo longiquo
Aos poucos revejo o meu sonho
Que reaprende a andar
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